Projetos, coordenadores e pesquisadores

Projeto 1: Monitoramento de Políticas Públicas

Avaliação do impacto das respostas à pandemia utilizando indicadores de políticas públicas, criados em conjunto com a Universidade de Oxford, FGV e Fiocruz e indicadores de resultados (infeções, mortes, mobilidade, adesão a quarentena). Nos indicadores de políticas, três áreas são abarcadas: (i) distanciamento social (escola, trabalho, centros comerciais e fechamento de eventos públicos, transporte publico, ordens de ficar em casa); (ii) intervenções de saúde pública (prevenção e tratamento); (iii) políticas econômicas. A pesquisa abrange o nível nacional, estadual e capitais.  Nos indicadores de resultados serão utilizados dados longitudinais, e dados para  captar e analisar o comportamento da população por unidade da federação, a partir de pesquisas de opinião (por telefone) e dados de localização por celular.

Responsável: Lorena Barberia (USP)

Equipe:

  • Natália de Paula Moreira (USP)
  • Maria Letícia Claro de F. Oliveira (USP, CEPESP/FGV) 
  • Luiz Guilherme Roth Cantarelli (USP)
  • Fabiana da Silva Pereira (USP)
  • Pedro Schmalz (USP, CEPESP/FGV)
  • Marcela Zamudio (USP, CEPESP/FGV)
  • Isabel Seelaender (USP)
  • Anna Paula Ferrari Matos (USP)
  • Ingrid Castro Loureiro Silva (USP)
  • Dara Aparecida Vilela Pinto (USP)
  • Paulo Agabo (USP)
  • Carolina Langbeck Osse (USP)
  • Raquel Requena Rachid (USP) 

Projeto 2: Monitoramento de Lideranças Comunitárias

Painel qualitativo com centenas de lideranças comunitárias, representantes de associações de bairro e pessoas com atuação em territórios alta vulnerabilidade social em grandes metrópoles brasileiras, que fornecerão elementos essenciais sobre a condição de vida dessas populações em meio à crise. O painel tem por objetivo levantar e antecipar problemas sociais que provavelmente serão multiplicados com o avanço da epidemia (fome, saques, desassistência de saúde e outros) de maneira contínua. O levantamento de demandas críticas permitirá identificar a absorção de diretrizes públicas, a visualização de soluções e a possibilidade de mediação de eventuais conflitos. Nesse sentido, o acompanhamento qualitativo abordará (i) a percepção sobre diferentes demandas emergentes (de saúde, de perda de emprego e renda, segurança alimentar, violência, acesso à informação, entre outros); (ii) fatores de risco, identificados pelas lideranças, como possíveis problemas no curto prazo; (iii) sinalização do grau de criticidade dos diferentes problemas vividos, a partir dos perfis específicos de cada comunidade. 

Responsáveis: Graziela Castello (CEBRAP) e Glauco Arbix (USP, CEBRAP)

Equipe:

  • Marcia Lima (USP, Afro/ CEBRAP)  
  • Priscila Vieira (CEBRAP, USP)
  • Monise Picanço (CEBRAP, USP)
  • Jaciane Milanezi (Pós-doutoranda IPP/CEBRAP, Afro/CEBRAP) 
  • Rodrigo Brandão (Doutorando, Sociologia-USP)
  • Jonatas Mendonça dos Santos (Doutorando, Sociologia-USP)
  • Withson Sampaio (Assistente de pesquisa, USP)
  • Laura Simões (Assistente de pesquisa, USP)
  • Gabriela Palhares ( Observatório da Inovação – IEA, USP)

Projeto 3: Mercado de trabalho e renda

Os efeitos econômicos da pandemia não atingirão igualmente todos os setores e ocupações. Ao impactar os empregos, a pandemia também incidirá diretamente sobre a renda dos domicílios e famílias, provavelmente elevando a pobreza, reduzindo o bem-estar e aumentando a desigualdade. Objetivo geral do projeto é identificar esses setores, ocupações e grupos sociais mais expostos aos efeitos econômicos da Covid-19 no país, para realçar: (i) em quais elos e segmentos das cadeias produtivas encontram-se os trabalhadores mais vulneráveis; (ii) as ocupações e profissões que podem ser particularmente mais afetadas; (iii) de que modo os tipos de vínculo de trabalho (formais,  informais, contas-próprias, empregadores) refratam ou intensificam os efeitos da crise instalada; (iv) quais as características socioeconômicas e sociodemográficas de indivíduos em posições vulneráveis; (v) quais os impactos esperados sobre a distribuição da renda domiciliar, em função da redução da atividade econômica; (vi) qual a distribuição regional desses empregos vulneráveis e de que forma coincidem com as áreas mais atingidas pelo espraiamento do Covid-19.

Responsáveis: Rogério Jerônimo Barbosa (Centro de Estudos da Metrópole-CEM, USP) e Ian Prates (CEBRAP, Social Accountability International)

Equipe:

  • Thiago Meirelles (USP)
  • Vitor Matheus Oliveira de Menezes (USP, CEBRAP)
  • Jefferson Leal (USP)  

Projeto 4: Proteção social e políticas emergenciais para mitigar a crise do mercado de trabalho

A rede de proteção social, a capilaridade do SUAS e a abrangência do Cadastro Único (CadÚnico) permitiram relativa celeridade na implantação de políticas emergenciais para a população de baixa renda – em especial, do Programa de Renda Básica Emergencial (RBE). Mas em meio à situação de urgência, diversos programas e políticas pré-existentes à crise têm sido alterados ou expandidos. O objetivo geral deste projeto é acompanhar a implementação dessas políticas que visam o combate dos efeitos mais perniciosos no mercado de trabalho. Para isso, o projeto pretende investigar sistematicamente: (i) os programas sociais emergenciais elaborados no âmbito federal para aliviar os efeitos da crise sobre o mercado de trabalho, a partir de sua abrangência, implicações práticas das normas e regulações e os perfis de elegibilidade e identificação dos excluídos; (ii) as alterações efetuadas por instrumento legal nos programas federais da rede de proteção social pré-existente, atentando para as mudanças nas regras para acesso aos benefícios, valores pagos e elegibilidade; (iii) o fluxo da cobertura e concessão de benefícios dos programas sociais, com atenção para sua distribuição regional e sobreposição com as áreas mais afetadas pela Covid-19.

Responsáveis: Rogério Jerônimo Barbosa (Centro de Estudos da Metrópole-CEM, USP) e Ian Prates (CEBRAP, Social Accountability International)

Equipe:

  • Hellen Guicheney (USP, CEM, CEBRAP)
  • Sergio Simoni (UFRGS)
  • Carolina Requena (USP, CEM) 
  • Paulo Flores (USP)
  • Eduardo Lazzari (USP, CEM)
  • Heloísa Fimiani (USP, CEBRAP)

Projeto 5: Uso de indicadores na avaliação do acesso a serviços de saúde no Brasil durante a pandemia da COVID-19. 

Os serviços e equipamentos de saúde, principalmente aqueles de média e alta complexidade, como UTI, ventiladores pulmonares e profissionais altamente especializados, apresentam escassez em muitas regiões do país. No Brasil, assim como em outros países, a pressão sobre os sistemas de saúde tem se intensificado desde o início da pandemia COVID-19. A partir deste cenário, propomos avaliar, através da composição e análise de indicadores, o acesso da população brasileira aos serviços de saúde com ênfase em: (i) consulta e avaliação dos painéis epidemiológicos das secretarias estaduais de saúde, focando na usabilidade destas plataformas para gestores, pesquisadores e população em geral; (ii) avaliação da disponibilidade e do acesso aos serviços de saúde relacionados às infecções por Sars-Cov-2; (iii) monitoramento das respostas à emergência da COVID-19 dados pelos gestores públicos do setor saúde.  Para realização destas análises serão propostos indicadores a ser acompanhados durante a pandemia e no período pós-pandêmicos.

Responsáveis: Lorena Barberia (USP) e Tatiane C Moraes de Sousa (Fiocruz)

Equipe:

  • Luciana Sarmento Garbayo (University of Central Florida)
  • Mariane Caetano Vasconcellos (mestranda, Fiocruz/PE – Instituto Aggeu Magalhães)
  • Renata Breves (doutoranda PPGBIOS/Fiocruz) 
  • Vanessa Triches Pezente (doutoranda, Fiocruz/ENSP)
  • Michelle Fernández (UnB)
  • Thiago Moraes (UNESP)

Projeto 6: Pandemia, cidades e políticas de transportes

Dadas as desigualdades sociais e urbanas, os impactos da pandemia são diferentes de acordo com os grupos sociais e os espaços que ocupam. Nas cidades as precariedades urbanas aumentam o risco de contaminação pelo vírus, enquanto as vulnerabilidades sociais reduzem as oportunidades de acesso ao trabalho, educação, saúde e lazer, tanto pelo modo físico quanto virtual. Nas periferias, além da ausência de água, saneamento básico e acesso à internet em grande parte dos domicílios, a população tem deslocamentos ao trabalho mais longos e são mais dependentes do transporte público, o que a expõe a maiores riscos de contaminação em seus trajetos cotidianos. Além disso, a maior participação na informalidade e em trabalhos de rotina e manuais impedem a adoção de trabalho a partir do domicílio. Esse cenário contrasta com aquele vivenciado pelos residentes de regiões centrais. Nesse contexto, com recorte nas áreas intraurbanas, o projeto tem como objetivo desenvolver análises espaciais do território como suporte ao desenvolvimento de políticas públicas relacionadas ao transporte, considerando o potencial de contaminação do vírus e seu impacto sobre as populações mais vulneráveis. Assim, o projeto como foco: (i) a identificação de áreas e populações vulneráveis e sua relação com fatores espaciais e sociais; (ii) o monitoramento dos índices de mobilidade e a avaliação de políticas de transporte; (iii) a avaliação de alternativas de operação do sistema de transportes públicos; (iv) a avaliação de fomento a transportes ativos e alternativas ao transporte nas cidades para mitigar os impactos negativos da pandemia.

Responsável: Mariana Giannotti (POLI-USP, CEM)

Equipe:

  • Tainá Bittencourt (doutoranda, POLI-USP, CEM)
  • Pedro Logiodice (mestrando, POLI-USP, CEM)
  • Diego Tomasiello (doutorando, POLI-USP, CEM)
  • Matheus Barboza (doutorando, POLI-USP, CEPESP/FGV)
  • German Freiberg (mestrando, POLI-USP)

Consultores:

  • Bruna Pizzol (doutoranda, POLI-USP, CEM)

Projeto 7:  A construção da resposta à epidemia de COVID-19 com adolescentes e jovens em vulnerabilidade social

O objetivo geral do estudo é compreender a dinâmica da vulnerabilidade à SARS-CoV-2/ COVID-19 – (inter)pessoal, social e programática – e os impactos socioeconômicos da epidemia entre Adolescentes e jovens (A&J). Investigaremos os processos psicossociais que articulam sua vida cotidiana atravessada pela pandemia, em especial atitudes e práticas no âmbito do distanciamento, autocuidado e cuidado dos outros, na perspectiva da atenção e promoção de sua saúde integral. A metodologia utilizará a triangulação de métodos, como no temático, e será centrada no acompanhamento de amostra de estudantes no ensino médio em 9 escolas públicas frequentadas por A&J em situação de vulnerabilidade social de São Paulo, Santos e Sorocaba, e com os professores que os acompanham no projeto temático, com quem já estamos trabalhando desde 2019. Ampliaremos o repertório de procedimentos de pesquisa, avaliando e aprimorando o uso tecnologias de interação à distância com os jovens, estimulando a interação entre eles/elas, e avaliando as intervenções para prevenção da SARS-CoV2/COVID19 ampliando o uso de

tecnologias de informação e comunicação (TIC) para pesquisa e promoção da saúde. Sustentando a abordagem de atenção à saúde integral dos A&J, daremos especial atenção à saúde mental, sexual e reprodutiva e à prevenção da violência de gênero, especialmente no contexto das fases de distanciamento físico de duração incerta. Apoiaremos o acesso de A&J a serviços de acolhimento psicológico e psicossocial gratuitos, a implementação de testagem para SARS-CoV-2, e também gravidez e IST/HIV, além do acesso aos insumos de prevenção. Esse projeto estará contribuindo para a construção de respostas das escolas à epidemia de COVID-19, sem perder de vista a perspectiva dos direitos humanos na compreensão do processo saúde-doença em contextos de alta vulnerabilidade nem das necessidades e perspectivas dos adolescentes e jovens.

Responsável: Vera SF Paiva – Profa. Instituto de Ps USP / Psicologia Social

Coordenação:

  • Ivan França Jr. – Prof. FSP USP / Saúde, Ciclos de Vida e Sociedade
  • José Ricardo C. M. Ayres – Prof. FM USP / Medicina Preventiva
  • Cristiane G. da Silva – Profa. UNIFESP Baixada Santista / Instituto de Saúde e
  • Sociedade
  • Marcos R. V. Garcia – Prof. UFSCAR Sorocaba / Centro de Ciências Humanas e
  • Biológicas
  • Luis Guilherme Galeão-Silva – Prof. IP USP/ Psicologia Social e do Trabalho

Pesquisadores Associados:

  • Cristiane Cabral – Profa. FSP USP / Saúde, Ciclos de Vida e Sociedade
  • Júlio Simões – Prof. FFLCH USP / Antropologia
  • M. Carla Corrochano – Profa. UFSCAR Sorocaba / Centro Ciências Humanas e
  • Biológicas
  • Reinaldo José Gianini – Prof. PUC Sorocaba / Medicina
  • Patrícia L. de O. Borba – Profa. UNIFESP Baixada Santista / Instituto de Saúde e
  • Sociedade
  • Macarena U. Devicenzi – Profa. UNIFESP/Baixada Santista/ Instituto de Saúde e
  • Sociedade
  • Claudia Barros – Profa UNISANTOS / Saúde Coletiva
  • Gabriela Calazans – Pesquisadora FM USP / Medicina Preventiva