Pandemia reduz as exportações brasileira de bens de alta complexidade. Ações públicas emergenciais são necessárias para evitar regressão ainda mais profunda da competividade da economia

Conclusões:

  • Os efeitos da crise nas exportações de bens de alta complexidade foram muito mais acentuados do que nas exportações de bens de baixa complexidade. As exportações tiveram queda maior nos estados com estrutura produtiva mais complexa enquanto as importações caíram mais nos estados com estrutura produtiva menos complexa.
  • Os ganhos nas exportações estiveram concentrados nas regiões Norte e Centro-Oeste, além de Pernambuco, Piauí e Alagoas. Os demais estados registraram queda nos bens exportados.
  • 17 estados brasileiros tiveram queda das exportações de bens de alta complexidade superior a 20% em relação ao primeiro semestre de 2019.
  • Apenas 9 dos 27 estados tiveram aumento de importações em relação a 2019: Roraima, Piauí, Pará, Ceará, Rio Grande do Norte, Alagoas, Rio de Janeiro, Espírito Santo e o Distrito Federal (DF).
  • 10 estados tiveram aumento das importações de alta tecnologia, o que tende a reforçar a perda de competividade da produção doméstica desses setores.
  • A grande maioria dos estados teve saldo comercial positivo em produtos de baixa complexidade e negativo em produtos de alta complexidade.
  • Ocorreu um crescimento expressivo (6,4p.p.) na participação da China como principal destino das exportações brasileiras entre os primeiros semestres de 2019 e de 2020 e queda de 3,5p.p. da participação dos EUA.

Responsáveis

Pesquisadores:

  • João P. Romero (Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional – CEDEPLAR, da UFMG)
  • Elton Freitas (CEDEPLAR-UFMG)

Agradecemos ao BDMG pelo apoio à pesquisa que foi base
para esta Nota Técnica.