Entre as lideranças, é forte a percepção de que os idosos são os mais afetados pela pandemia. A presença da fome, de crianças sem aula e pais preocupados com a falta de estrutura nas escolas acentuaram a tragédia dos mais vulneráveis. Como contraponto, há esperança de que o senso de solidariedade despertado nas comunidades seja duradouro

Principais Conclusões:

  • Insegurança alimentar continua sendo o principal problema nas comunidades mais vulneráveis das regiões metropolitanas, cujas lideranças são sensíveis ao grande número de famílias que passam a conviver com a fome.
  • Cerca de 67% das lideranças citaram os idosos como o grupo mais afetado pela pandemia: risco de morte pelo contágio, solidão e falta de acesso a serviços de saúde estão entre os principais problemas apontados.
  • Sem atividades educacionais, internet e recursos básicos como computador e celular as crianças não conseguem acompanhar e apreender os conteúdos educacionais à distância;
  • Cresce a preocupação coma educação dos filhos: desgaste psicológico e perda cognitiva e de conteúdo em casa somam-se à insegurança dos pais sobre a falta de estrutura mínima nas escolas para proteger os alunos.
  • Em contraste com a tragédia cotidiana amplificada pela pandemia, cerca de 40% das lideranças acreditam que o senso de comunidade e de solidariedade que se manifestou na crise permanecerá como legado para o futuro.
  • 16% afirmaram que a experiência negativa e a insatisfação com a atuação pública deverá se expressar em melhores escolhas nas próximas eleições, que tenderá a penalizar os candidatos menos comprometidos com essas comunidades.

Responsáveis

Coordenação: Graziela Castello (CEBRAP), Priscila Vieira (CEBRAP) e Monise Picanço (CEBRAP)

Pesquisadores

  • Dafny Almeida (CEBRAP)
  • Daniela Costanzo (CEBRAP)
  • Jaciane Milanezi (CEBRAP)
  • Jonatas Mendonça dos Santos (USP)
  • Laura Simões (USP)
  • Leonardo Fontes (CEBRAP)
  • Rodrigo Brandão (USP)