Auxílio de R$ 600,00 precisa continuar e pode ser financiado por contribuição emergencial sobre altas rendas

Principais Conclusões

  • O prolongamento do distanciamento social desestruturou o mercado de trabalho e afetou o emprego dos trabalhadores e a renda das famílias. O debate público sobre a prorrogação da Renda Básica Emergencial tornou-se inevitável, na sociedade e no Congresso nacional.
  • Os acordos de redução de jornada e de salários, firmados com base na MP 936, provocaram queda de quase R$ 200 na renda domiciliar per capita. Os trabalhadores com carteira, que não puderam acessar a Renda Básica Emergencial, ficaram sem compensação dessas perdas.
  • Até o momento, apesar de pressão do Congresso, o Governo hesita em prolongar o benefício de R$600. Uma redução para R$200, aventada pelo Ministro Paulo Guedes, colocaria mais 20 milhões de pessoas em situação de pobreza.
  • A manutenção do benefício de R$ 600 por mais três meses pode ser integralmente financiada por uma Contribuição Social Emergencial sobre Altas Rendas.

Responsáveis

Coordenação: Ian Prates e Rogério J. Barbosa

Pesquisadores:

  • Sergio Simoni (UFRGS)
  • Hellen Guicheney (CEM, CEBRAP)
  • João Lucas Oliveira (USP)
  • Carolina Requena (CEM)
  • Paulo Flores (USP)
  • Eduardo Lazzari (USP, CEM)
  • Heloisa Fimiani (USP)
  • Thiago Meireles (USP)
  • Vitor Menezes (USP, CEBRAP)
  • Jefferson Leal (USP)

Consultora:

  • Úrsula Peres (USP)